ZHǓNBÈI XIÀNG ZHŌNGFĀNG SHĒNGHUÓ FĀNGSHÌ

Por Antonio Biagi. Desde a Grécia Antiga, com mais ou menos relevância, as potencias econômicas se estabeleceram também como potencias culturais, exportando sua cultura como forma de dominação. E assim foi com o Império Romano, o renascimento Fiorentino, as navegações Holandesas e Espanholas, a Revolução Industrial Inglesa e, desde a primeira Guerra, as varias evoluções lideradas pelos Estados Unidos.
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ZHǓNBÈI XIÀNG ZHŌNGFĀNG SHĒNGHUÓ FĀNGSHÌ

Por Antonio Biagi

Desde a Grécia Antiga, com mais ou menos relevância, as potências econômicas se estabeleceram também como potências culturais, exportando sua cultura como forma de dominação. E assim foi com o Império Romano, o renascimento florentino, as navegações holandesas e espanholas, a Revolução Industrial inglesa e, desde a Primeira Guerra, as várias evoluções lideradas pelos Estados Unidos.

A influência americana, com origem no poder econômico, bélico e diplomático, foi potencializada ao expoente pela venda de um irresistível way of life; belos carros, comidas rápidas e stars packaged pela mais (mais) excitante música, cinema e moda.

Até aí, tudo tranquilo.

Desde 2001, e de maneira mais acentuada, desde o Credit Crunch em 2008, os Estados Unidos vivem uma séria apatia econômica e cultural.

Ao mesmo tempo em que problemas econômicos estruturais (por exemplo, a maior dívida pública do mundo) se agravam, a população sofre ao ter de olhar para um umbigo cada vez mais obeso e um bolso cada vez mais magro, que não atende à enorme lista de compras – que se mantém tão longa quanto antigamente. A frustração da sociedade americana é aparente em Miami (claro), em Baltimore, na Califórnia e, até mesmo, em Nova Iorque.

Mais a economia patina, mais o cidadão comum parece ter perdido a confiança e o interesse pelo American Dream.  Embora a figura de Obama tenha dado um sopro de renovação para a imagem dos Estados Unidos interna e externamente, a decadência da  exportação cultural americana, a longo prazo, parece irreversível (e agora com Trump, então, meu deus).

Getting ready for the Chinese way of life

Na segunda metade do século passado, os Estados Unidos dividiram influência com a União Soviética e, mais recentemente, com os chamados Bric: Brasil, Rússia, Índia e China. Dos quatro, a economia Chinesa é disparado a maior. Em 2010, pela primeiro ano, a China é o maior investidor estrangeiro no Brasil. Em agosto de 2010, a China ultrapassou o Japão como a segunda economia e, seguindo este ritmo, o seu PIB será o maior do mundo em quinze anos.

A pergunta é: qual será a influência do dinheiro chinês? Qual a estratégia do “Partido”, se é que existe uma? Até que ponto o Ocidente irá assimilar a China e, ao mesmo tempo, o caminho contrário?

Na prática, como é a casquinha mista chinesa? O hambúrguer? A Marilyn Monroe? Os clips (nossa senhora!!), Hollywood? Bollywood? Shanghai-wood?

Ilustrando (não respondendo) a questão, colagens do artista plástico Lucas Simões.

* texto publicado na edição AMARELLO 4, na primavera de 2010. Segue valendo na era Trump, com excessão do Brasil como um dos promissores Bric. (R.I.P.)

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