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Turma de 2017: SANTÍDIO PEREIRA

Ele trabalha no Ceasa, carrega caixa de fruta e faz xilografia. Conheça Santídio Pereira, e um pouquinho de suas palavras, na Turma de 2017.

As artes sempre tiveram o poder de transformar, questionar e catalisar o espírito do seu tempo.  Em 2017 a Tropicália completa 40 anos, o que nos fez pensar em quem seriam essas vozes hoje, que lá atrás pensaram e repensaram a cultura do nosso país.

O que eles tem a oferecer para o mundo global? O que pensam e produzem? Como transitam pelo mundo? Essa é a turma que queremos escutar.

Com a palavra, Santídio Pereira, carregador de frutas do Ceasa e xilógrafo, obrigado.

Santídio, xilógrafo (Curral Comprido/Piauí, 1996) 

Não é novidade, para muitos, que nós, brasileiros, possuímos uma cultura imensamente rica, sobretudo porque somos fruto da mistura de diferentes povos.
Nossa música é incrivelmente peculiar, uma vez que, nela, essa mistura se dá de forma homogênea e com poucas nuances de desrespeito e preconceito. Diferentemente das artes visuais, que, infelizmente, por muitas vezes é exclusivamente apreciada por parcela mais enriquecida da população, que a molda a seus gostos.
Gostaria de deixar com o meu trabalho a força que, quando alguém olhar para ele, isso reverbere de tal modo que algum sentimento seja potencializado na pessoa, transformando-a de alguma maneira, ou não.
Sutilmente o Brasil caminha para um maior retrocesso, o país que sonhamos a cada dia se torna mais distante e intangível, uma vez que a desigualdade está propícia a aumentar e alguns programas essenciais correm riscos de acabar.

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