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TURMA de 2017: Matheus Mats

“Vejo o Brasil como um país de grandes gênios.Somos uma nação de contrastes, um povo diversificado. Somos místicos, míticos, ritualísticos e isso só ferve a potência de uma narrativa forte e original. Vide nossa tradição musical e literária ou mesmo as sociedades tribais, donos de uma memória social bastante complexa e profunda.

Esse aglomerado interfere de maneira sincera em minha produção cultural e artística. Uma vez que busco em minhas pesquisas me encontrar pela atitude (observação do cotidiano ou da cultura popular) e não necessariamente pela  linearidade de um estilo. Poetização do trivial. Faço um recorte de uma determinada situação do mundo e apresento de maneira transformada, uma leitura pictórica particular.

Minha pintura guarda resquícios dessa atmosfera, me aproprio da cidade. Seja um portão descascado me mostrando a cor que carregava por baixo ou o fato de usar o espaço público e arquitetônico como suporte.

Tenho muito interesse pelo Brasil, pelos seus lugares e pelas pessoas que vivem aqui. Gostaria muito que seus habitantes atingissem uma consciência na qual repensassem a relação com a política (plano público), interação entre pessoas e tambem ocupação de espaços. A casa não pode se separar da rua, isso é cidadania. Acredito que esse seja o primeiro passo para a trilha rumo a um país  visionário e antes de tudo, mais justo.

Procuro sempre produzir com verdade e consciência. Sigo trabalhando e pensando a arte como um veículo de luz. Aproveitando e usufruindo do fato de viver aqui, miro em nossas manifestações altamente inspiradoras. E sempre concordando com Darcy Ribeiro quando ele nos alerta da utopia de que o Brasil é o “paraíso perdido”.

Em 2017, Matheus pretende realizar mais ações na rua, de preferência em lugares mais afastados do centro da cidade, produzir muito e voltar a lecionar.

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