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Turma de 2017: CHARLY BRAUN

O cineasta Charly Braun e fotos do making off do seu longa VERMELHO RUSSO

 

 

Em 2017 a Tropicália completará 40 anos, o que nos fez pensar em quem seriam essas vozes hoje, que lá atrás pensaram e repensaram a cultura do nosso país.

Conheça Charly Braun, cineasta, Rio de Janeiro, 1980

O ano de 2016 foi extremamente desanimador, não só para o Brasil mas também para o resto do mundo. A grave crise institucional e econômica da nossa pátria e a eleição de Trump – para citar apenas duas das tantas mazelas que assolam nossas vidas atualmente- geram um cenário de angústias, incertezas e caos. Tal panorama gera, para mim, um sintoma bastante bipolar onde a tristeza de tais fatos se junta a uma maior percepção de que o mundo pode (e deve) ser um lugar melhor e mais justo. E desta percepção nasce o desejo de transformação que, individual e coletivamente, será o motor para se chegar a este mundo melhor. A arte tem um papel fundamental neste processo e apesar do ano calamitoso ela deu bons frutos. Toda arte é, em alguma medida, política. Meus filmes trazem micro-tramas, de natureza intimista, que funcionam como pequenas janelas para as almas das personagens que retratam.

Acredito que essas pequenas janelas servem como veículo para que o espectador passe a se conhecer mais, e melhor. E é através deste auto conhecimento que vamos nos interessando mais pelas questões do mundo e assim passamos a entender melhor o lugar onde vivemos. Meu desejo utópico é que a arte sirva, em todas as suas vertentes e matizes, para levar as pessoas a se conhecerem melhor, criando assim uma consciência mais ampla e justa de seu entorno. No que me cabe, seria um grande legado e é por ele que luto. Ainda nutro uma esperança que esta crise avassaladora deixe como legado o Brasil com qual sonho: um país onde a alegria e espontaneidade de sua gente se junte a uma consciência ética e estética rigorosa.

Em 2017, Charly lançou seu filme “Vermelho Russo” nos cinemas, e escreve seu novo roteiro, que fala de um encontro familiar de estrangeiros, ambientado em Copacabana.

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