Serpente

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Serpente

 

por Mateus Acioli

Em algum lugar do espectro entre design gráfico e artes visuais, Mateus Acioli cria trabalhos banhados em uma narrativa inerente; fragmentos de mundos distantes, porém familiares. Manifestando-se primariamente como objetos impressos — cartazes, bandeiras, livros, etc — esses trabalhos frequentemente sobrepõem desenho, tipografia e outros tipos de anomalias gráficas. A natureza física do impresso injeta no trabalho uma força atemporal e os transforma em artefatos, onde a autoria se coloca em segundo plano e o objeto segue.

Livros são de interesse especial; uma tecnologia resiliente e funcional, onde sua estrutura pode ser manipulada para criar um retrato perpetuamente vívido de uma outra dimensão, fora de nossa percepção do espaço-tempo. Ultimamente o trabalho foca a busca por maneiras de desconstruir e mesclar formas tradicionais de ficção através da introdução de novos pontos de referência, propondo temas não usuais, narrativas gráficas, utopias/distopias fictícias, universos visuais de tecnologias obsoletas e estruturas gráficas de sistemas de lógica.

Influenciado por artistas como Ed Ruscha, CF, Yuichi Yokoyama, Roman Polanski, Harun Farocki, Tadanori Yokoo, David Lynch, entre outros, a produção do artista busca encontrar um ponto de convergência entre um imaginário gráfico brutalista, memória poética, ficção especulativa e história política.


Originalmente publicado na edição O Estrangeiro
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