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Bate papo com Johnny Massaro e Bruna Linzmeyer

O Filme Da Minha Vida, novo longa de Selton Mello, estreou dia 3 de agosto. Fomos conferir o feito nos cinemas, e conversamos um pouquinho com os atores Johnny Massaro e Bruna Linzmeyer sobre algumas questões de seus personagens no filme: O que fazer da vida. Como contar o tempo. Sonhar acordado. Perguntas para todo mundo. Junto a esta entrevista, fotos de Tuane Eggers, que representam as imagens produzidas por Luna, personagem de Bruna no longa.

Johnny, você sabe o que quer? Ou é um pouco porco?
Sei o que quero mas de vez em quando ronc.

Bruna, o tempo existe?  
Tendo a responder que não. Ao menos não esse tempo, 24 horas por dia, 5 minutos de atraso, 3 anos para realizar um filme… Acredito mais na física quântica. Para mim, o tempo existe como espaço, ele não é cronológico, nem é possível contá-lo. Ele só é. Está aqui. Esteve, estará. Tudo se confunde, e é isso que importa. O tempo é auto conhecimento, é individual, e não sei ao que ele se conecta. Tempo-entidade? Se penso em um órgão-tempo: coração. Dizem que a memória existe no cérebro, mas o meio de acesso me parece ser o coração. Fico pensando também na capacidade de dilatação do tempo, ou de furá-lo. Um buraco no tempo, que rara é essa sensação, e como ela é poderosa. Orgasmos furam o tempo. O cinema, também.

Johnny, o tempo já parou para você?
Já (mas não era verdade).

Bruna, você sonha? Lembra do que sonha?
Sonho. Resonho também. Sonhos marcam, né? Marcam fisicamente, parece. Lembro de sonhos que tive aos 6 anos como se tivessem acontecido fora dele. Tinha escada pro céu, pequenos disco voadores que me levavam pra morte e uma mesa de café da tarde com minha mãe e todas as minhas primas na casa em que eu cresci. Sonho muito com água também. De todo tipo. Guindastes tirando coisas d’água, copos com ela, riachos e mar. Meus sonhos invadem o dia. Às vezes dão o tom. A atmosfera persiste. Não sei o que significa. Bom, que mania a nossa de significar tudo o tempo todo. De toda forma, eu permito a invasão.

Johnny, você dorme pouco? Ou sonha acordado?
Raramente completo as tais oito. Invejo quem cruza a linha. Quem não ouve, quem adia o despertador, quem confia. Sobre os sonhos: lembro mal deles, também raramente. Então sim, me resta o exercício da coisa acordado.

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