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AMARELLO Entrevista: Felipe Cohen

Em sua nova individual, Luz Partida, o artista mergulha na paisagem carioca e apresenta os resultados na Galeria Cavalo. Felipe, colaborador da AMARELLO, respondeu a algumas perguntas da nossa equipe, detalhando seu processo criativo.

AMARELLO: O seu trabalho foi publicado em nossa edição de 2014, o que mudou desde lá?

Felipe: Tudo e nada. Difícil escapar a certas fixações e interesses que insistem em reaparecer nas peças mais recentes, agora expostas na Galeria Cavalo. Por outro lado isso está formalizado em materiais e disposições novas para mim. Acredito que todo artista vive dentro desse processo um tanto inevitável, de fazer o que pode, o que consegue, não exatamente o que quer.

 

A: Como a paisagem do Rio inspirou a criação das obras desta exposição?

F: Tentei deixar mais evidente algo que já aparecia antes nas paisagens que faço desde 2008. Há de forma muito particular na paisagem do Rio uma relação bastante intensa entre a verticalidade das montanhas, pedras gigantescas e seus paredões, com a horizontalidade do mar. Além disso, sempre gostei muito da nebulosidade formada pela luz em contato com a humidade do ar, da maresia, que parece desmaterializar a paisagem. Enfim, a nessa nova série uma tentativa de relacionar esses fenômenos naturais, e cores mais naturais também, com estruturas geométricas bastante rígidas.

 

A: Qual o aspecto mais interessante de trazer uma abordagem minimalista para as suas obras?

F: Sobre a abordagem minimalista, sempre procurei pela síntese das linguagens que trabalho, acho que é uma questão de temperamento. Nunca parti de uma abordagem minimalista por ter algum motivo a priori, e sim por tentar sempre me livrar dos excessos, da retórica, do que poderia ser decorativo ou auxiliar na linguagem que estou usando. Enfim, prefiro trabalhos mais silenciosos, que tendem ao essencial.

 

A: Nesta mostra você trabalha com madeira, vidro, feltro. Você lida de maneira diferente com cada um destes materiais? Qual destes te interessa mais no momento?

F: Todos os materiais me interessam como possibilidade, depende da onde quero chegar com o trabalho. E claro, cada material tem sua característica e potencialidade, numa peça bem sucedida, o material parece ter sido criado para ser usado daquela forma, etc. A madeira, por exemplo, me ajudou a quebrar um pouco a rigidez das formas e composições, devido ao desenho dos seus veios e as relações que esses desenhos conseguem estabelecer com elementos da paisagem, por exemplo, nuvens, agua, textura de pedra, etc.

 

Luz Partida abre hoje na Galeria Cavalo, no Rio de Janeiro, e segue em cartaz até o dia 28 de Outubro.

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